Mais de 100 acidentes com escorpiões já foram registrados na capital em 2021

De acordo com os dados da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), já foram registrados de janeiro a julho deste ano 109 acidentes com escorpiões na capital. Em 2020 o total de casos chegou a 257 ocorrências.

A UVCZ alerta à população sobre a maior ocorrência desses animais durante o período mais quente do ano por causa de suas características biológicas.

Em caso de surgimento de escorpiões, a população deve contatar a UVCZ pelo telefone: (63) 3212-7918, para que os agentes façam uma vistoria e coletem os animais.

E se houver a picada do animal, o usuário deve procurar uma das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para realizar a avaliação do caso.

“Os escorpiões são animais peçonhentos que vivem em ambientes escuros e úmidos e as altas temperaturas registradas em Palmas acabam por influenciar uma maior ocorrência deles”, explica a bióloga da Semus, Evaneide Barros, detalhando que os escorpiões têm hábitos noturnos, escondem-se durante o dia sob pedras, troncos, entulhos, telhas ou tijolos, alimentam-se principalmente de insetos, como grilos ou baratas, sendo importante que as residências sejam livres de infestações deste tipo de inseto.

Por essas características, para evitar o contato com esses animais, de acordo com a bióloga, a população deve manter suas residências, especialmente, os quintais, sempre limpos.

Os acidentes com escorpiões notificados em Palmas são incluídos pela Vigilância Epidemiológica na Lista de Notificação Compulsória do Brasil, ou seja, todos os casos são notificados ao Ministério da Saúde (MS) após a sua confirmação. Ela explica que a medida ajuda a traçar estratégias e ações para prevenir esse tipo de acidente.

 “A Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) faz o mapeamento e identificação de escorpiões, além de realizar atividades de educação em saúde”, frisa Evaneide, complementando que a Capital não registrou nenhum óbito causado por escorpiões e que a maioria dos casos registrados foi classificada com acidente leve.

A bióloga ressalta que os escorpiões podem sobreviver a vários meses sem alimento e sem água. “Daí porque devemos sempre ficar atentos e manter a limpeza adequada dos ambientes”, reforça.

Acidentes e primeiros socorros

De acordo com a área técnica da Vigilância Epidemiológica, quando o acidente é classificado como leve não há necessidade de soroterapia, mas essa classificação é feita após um atendimento médico. Em caso de acidente o usuário deve procurar uma das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para realizar a avaliação do caso.

O que fazer em casos de acidentes por escorpiões?

  • Limpar o local com água e sabão;
  • Procurar atendimento médico imediato (UPAS);
  • Se possível, capturar o animal e levá-lo ao serviço de saúde, pois a identificação do escorpião facilita o diagnóstico.

Principais medidas de controle:

  • Manter quintais e jardins limpos, não acumulando de folhas e lixos;
  • Não pendurar roupas nas paredes;
  • Verificar cuidadosamente calçados, toalhas, roupas, lençóis antes de usá-los;
  • Eliminar fontes de alimento para os escorpiões como: baratas, aranhas, grilos e outros pequenos animais invertebrados;
  • Limpar terrenos baldios;
  • Manter áreas limpas ao redor das residências, não acumulando materiais que possam servir de abrigo para os escorpiões;
  • Evitar queimadas em terrenos baldios, pois desalojam os escorpiões;
  • Telar aberturas as aberturas dos ralos, pias ou tanques.

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