No meio da tarde desta quarta-feira (28), a cotação do ouro no mercado internacional seguia a trajetória de alta, atingindo recordes de valorização. A onça troy, unidade de medida padrão para metais preciosos, equivalente a 31,1035 gramas, era negociada em torno de US$ 5.280, cerca de R$ 27,5 mil. Por volta das 15h, chegou a alcançar US$ 5.326, até então a maior cotação já alcançada pelo ouro à vista.
O recorde é mais uma face da escalada do preço do metal, que apresenta disparada, principalmente nos últimos 12 meses, quando se valorizou em mais de 90%.
Esta semana, pela primeira vez, a cotação superou o marco de US$ 5 mil. Só em 2026, a valorização gira em torno de 22%.
Efeito Trump
O economista Rodolpho Sartori, da agência classificadora de risco de crédito Austin Rating, explica que a subida dos metais é reflexo de uma conjuntura atual “recheada de incertezas”.
Ele lembra que o ouro, mais destacadamente, e a prata, são tidos historicamente como reservas de valor. Reserva de valor é um ativo ou mercadoria que preserva o poder de compra ao longo do tempo.
Incerteza Global
Com as tarifas e o protecionismo impostos pelo presidente Donald Trump, a incerteza global é o principal gatilho para o aumento dos preços do ouro e da prata.
O comportamento agressivo nas relações comerciais, somado às ameaças e instabilidades políticas, têm contribuído significativamente para a busca por ativos mais seguros, como os metais preciosos.
Além disso, o conflito entre Ucrânia e Rússia também tem impacto direto na turbulência geopolítica, levando investidores a procurar estabilidade em investimentos tradicionais.
Busca por estabilidade
Nesse contexto de incertezas, ouro e prata se tornam refúgios seguros para investidores e governos que buscam proteger seus patrimônios da volatilidade do mercado.
Esses metais são vistos como investimentos que proporcionam menos oscilações em momentos de crise, atuando verdadeiramente como mecanismos de proteção financeira.
Apesar de os bancos centrais ampliarem suas reservas em ouro, não são eles os principais responsáveis pela alta nos preços. A demanda dos investidores em busca de segurança e diversificação é o grande impulsionador desse cenário.
Em um panorama marcado por incertezas geopolíticas e econômicas, o ouro e a prata continuam a ser escolhas fundamentais para quem deseja resguardar seu capital em tempos turbulentos.
Diante desse contexto, a importância dos metais preciosos como ativos de proteção e reserva de valor se destaca ainda mais, mostrando a relevância de compreender os movimentos do mercado global para tomar decisões financeiras sólidas e conscientes.











