A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou na última segunda-feira, 27 de março, a 40ª edição do relatório ‘Conflitos no Campo Brasil’. Embora o documento aponte uma redução de 28% nas ocorrências de conflitos no campo, os assassinatos de trabalhadores e povos tradicionais dobraram, passando de 13 para 26 vítimas em 2025.
Amazônia Legal: epicentro dos conflitos
A Amazônia Legal continua sendo o foco dos casos mais violentos, com 16 dos assassinatos ocorrendo na região. Os estados do Pará e Rondônia registraram sete assassinatos cada, enquanto o Amazonas teve dois casos. A região, rica em recursos naturais, é palco de disputas históricas que envolvem interesses econômicos e a luta pela preservação de terras tradicionais.
Conexões entre grilagem e violência
Larissa Rodrigues, membro da Articulação das CPTs da Amazônia, destacou a influência de um ‘consórcio’ entre grilagem, crime organizado e setores do Estado e privados no aumento da violência. Segundo ela, essas forças atuam em conjunto para explorar terras públicas e áreas protegidas, ampliando o impacto sobre comunidades tradicionais.
Papel dos fazendeiros nos assassinatos
O relatório também destacou a participação direta de fazendeiros nos assassinatos, sendo responsáveis por 20 dos 26 casos registrados. Eles atuam tanto como mandantes quanto como executores, evidenciando a complexidade das dinâmicas de poder e violência no campo.
Impactos e desdobramentos futuros
A continuidade dos conflitos e a escalada da violência têm consequências severas para a preservação da Amazônia e para os direitos dos povos que ali vivem. A situação exige uma resposta efetiva do governo e da sociedade para proteger esses territórios e garantir a segurança das comunidades envolvidas.
Reações e medidas necessárias
A divulgação do relatório gerou manifestações de organizações sociais e ambientais que clamam por medidas mais rígidas de proteção aos povos do campo. A expectativa é que o governo intensifique ações de fiscalização e crie políticas públicas mais eficazes para conter a violência e assegurar a justiça social.











