Cooperativa busca investidores para explorar mineração de esmeraldas no Tocantins

A Cooperativa dos Garimpeiros de Monte Santo (COOPERSANTO) já iniciou a fase de exploração de esmeraldas na região no Monte Santo, na região central do Tocantins, e está em busca de recursos e possíveis investidores que tenham interesse em firmar parceria com os cooperados, para extrair e comercializar as pedras preciosas.

Conforme a Cooperativa, a área do subsolo é extensa e as esmeraldas existem comprovadamente, sendo a região submetida a sondagem técnica. Para os investidores, o fato de se tratar de uma cooperativa também é uma vantagem.

“O cooperativismo impulsiona as ideias e agrega valor aos cooperados, aos parceiros e a comunidade, como um todo”, explica a presidente da Coopersanto, Juliana Martins.

A cooperativa, que foi fundada ainda em 1997, por compromisso com a legalidade e a formalização das atividades garimpeiras, aguardou até este momento, chegando a perder o engajamento de potenciais investidores. Cooperados que presenciaram a constituição da cooperativa buscaram outras atividades de sustento, mas se mantiveram associados à cooperativa, sem abrir mão do desejo inicial de obtenção de renda por meio da exploração das atividades garimpeiras.

Legalidade

Na atual gestão as questões burocráticas da cooperativa começaram a se regularizar, havendo alteração estatutária que determinou, por exemplo, que as atividades passariam a ser executadas de forma individual, atendendo aos anseios dos cooperados veteranos.

Após reforma estatutária, buscou a readequação e legalização da cooperativa, fazendo uso de recursos das mensalidades dos associados e doações recebidas para legalizar a documentação pendente. Com isso, a cooperativa conseguiu a aprovação de lotes de dois hectares, ou seja, 20.000,00 m² (vinte mil metros quadrados) para cada cooperado explorar as atividades de garimpo, podendo ser explorado mais de um lote por cooperado.

Cooperativismo

Além de estar documentalmente estruturada, a Coopersanto também possui registro no Sistema OCB/TO, onde os cooperados e seus parceiros podem receber apoio em questões burocráticas e cursos de qualificação profissional.

“A maior importância de ser associado ao Sistema OCB/TO é a estrutura e o suporte oferecido às cooperativas”, explica Juliana.

Para a superintendente do Sistema OCB/TO, Maria José Oliveira, o cooperativismo é um modelo que preza pelo respeito e a colaboração entre os envolvidos. “O cooperativismo, ao mesmo tempo que congrega as pessoas, fortalece também a atividade econômica de seus membros, e quando há engajamento e comprometimento, possibilita melhores resultados para todos, ressalta a superintendente.

 

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